AMPLI_AR – Programa de Crítica 2024


A AMPLI_AR – Programa de Crítica 2024 se constitui como um espaço de formação ampliada no campo da crítica e da teoria. Nesta edição, o programa se desloca da crítica cinematográfica, tão tradicionalmente formatada pela experiência da análise fílmica, e transita para o campo da crítica de forma mais expandida e menos localizada no cinema, entendendo diálogos com outros campos teóricos e de produção de conhecimento. O programa surgiu na edição 2021 com a proposta de discutir a produção audiovisual a partir de perspectivas racializadas implicadas. A edição 2024 será ministrada por Paula Trojany, pesquisadora, artista multilinguagem e realizadora audiovisual.

A proposta da oficina é observar e entender o cinema como uma tradição audiovisual que se expande em diferentes frentes e visões a partir do processo de desenvolvimento das cidades no mundo e da transformação das técnicas e tecnologias em volta do fazer e consumir cinema. Partiremos de uma breve análise histórica da atividade crítica no Brasil nos últimos 30
anos, e vamos observando aos poucos durante os outros dois dias da oficina como o
ecossistema da produção e consumo do audiovisual vai se transformando e encontrando
outras formas e meios de se expressar e de se consumir. A proposta da oficina tem como motivação entender e assimilar esse novo contexto da produção cinematográfica e audiovisual e lançar questões que fomentem e articulem novos imaginários na produção crítica.

DIA 1 – 10/01 – Breve histórico e percepção da produção crítica no Brasil, seus meios e ferramentas de criação. Entendendo e debatendo o ecossistema em volta da atividade crítica.
DIA 2 – 11/01 – Cinema, televisão e shopping – Reconstrução de um imaginário cinematográfico no Brasil após a ditadura e a queda dos cinemas de rua.
DIA 3 – 12/01 – Cinema, internet e o mundo pós pandemia, os telões de LED estão por toda a
cidade.


Dias: 10 a 12 de janeiro de 2024, 14h as 17h
Porto Iracema das Artes
Carga horária: 9h/a
Turma: até 20 participantes

PAULA TROJANY

Trojany é natural de Icó, interior cearense, atua em colaboração com projetos de cinema e artes visuais construindo ideias de quebra tempo com o passado, presente e futuro entrelaçadas às seus processos enquanto dissidência sexual, de gênero e processos de racialização no sertão do Brasil. Desenvolve pesquisa que observa as relações entre tecnologia, arte, ancestralidade, softwares e hardwares livres, criando ambientes de exposição virtual e sites web art, com propostas que repensam e questionam a materialidade e virtualidade das artes dentro do museu e do cinema.